Mera Lembrança...

Maria Eduarda Gomes

terça-feira, 28 de maio de 2013

"Uma princesa nos braços de um vagabundo"

Fui criada a vida inteira acreditando que tudo tem um porquê. Seja fruto de uma intervenção divina ou simplesmente obra do acaso, sempre me fizeram acreditar que tudo na vida tem um explicação e um motivo pra acontecer. 
Ou pra não acontecer. 
Pensando bem, nós somos um exemplo vivo disso. Sabe todos os nossos "quase encontros", que, por uma travessura do destino, não aconteceram? Olhando pra trás vejo que não eram mesmo pra acontecer. Talvez até tenha sido melhor assim. Me apeguei a você (e às suas palavras encantadoras, diga-se de passagem) como uma criança se apega a um brinquedo novo. Agora imagina se a gente tivesse se envolvido muito mais. Hoje, certamente estaria com o coração em versão líquida. Do mesmo modo que ele ficava quando você sorria pra mim, só que negativamente. 
E caramba! Juntando todos os fatos agora, fica claro apenas uma coisa: eu e você não era pra ser. 
Simples. Complexo. Confuso. Tão diferentes e tão iguais... 
Sabe o que mais me irritava em você? Esse comodismo, essa zona de conforto que você criou entre nós como se isso bastasse... Como se isso ME bastasse! E o seu egoísmo então... Nem se fala! Nas nossas brigas você enchia a boca pra dizer que meu pai me dava tudo o que eu queria e que eu era a garota mais mimada do mundo. Que contraditório, hein?! Posso ser mimada, mas pelo menos sei pensar nos outros. Sei pensar e respeitar a dor, a preocupação, o sofrimento, o sentimento... 
E quanto a você? Só se contenta com o seu prazer, com aquilo que está ao seu alcance, sem se importar se afeta o próximo ou não. Não cede, não sabe pensar nos outros... Foi mesmo uma doce ilusão imaginar que você faria isso tudo por mim.
Você não almeja mais, não ousa olhar pro lado se sua margem de segurança não estiver afetada. Sua única visão é a do seu próprio umbigo. Se ele está bem, então tá tudo bem e o mundo que se dane. 
Você se importou na hora de me dizer todas aquelas coisas bonitinhas, de me deixar de quatro por você a troco de nada? Não, você não tava nem aí pra isso! Eu era uma meta que você tinha que alcançar. Que tinha que provar pro seu ego que conseguia conquistar e colocar no chinelo, a mercê das suas vontades. Porque, afinal, você era o garanhão e eu era diferente das outras. 
E você sabia disso.  
Mas quer saber a real? Foi por isso que você me perdeu. 
Sim, me perdeu. E eu me sinto tão leve ao dizer isso!
Lembra de todas as vezes que eu falei e você não quis escutar? Talvez tenha sido nessas vezes que o meu encanto foi embora aos poucos, saindo por cada pedacinho das minhas células. E as vezes que você me ignorou sabendo que eu tinha razão? Você tem noção do quanto isso machuca? Do quanto é terrível esperar de uma pessoa e receber apenas promessas, promessas e mais promessas? E, falando nelas, qual é a sensação de prometer e nunca cumprir? De criar mundos e fundos pra me convencer de uma historinha tola onde você, o cara descolado e galinha, se importa com a mocinha apaixonada?! 
E aí você ainda vem com a maior cara de pau e me pede tempo. Tempo, meu bem?! Tempo foi a coisa que eu mais te dei nesses últimos meses! Te dei tempo, te dei espaço, te dei liberdade pra fazer o que quisesse. Assim como também te dei carinho, dedicação e fidelidade. Mas ainda era pouco, não era? Você queria ir mais longe. Você sabia que podia e que eu era um brinquedo que, por capricho, você queria controlar. Queria provar que eu era uma marionete nas suas mãos que poderia ser aposentada na hora em que uma nova distração surgisse. E por fim, você conseguiu. 
Você finalmente conseguiu. 
Te dei meu coração, meu pobre coração... 
E parabéns, amigo! Poucos conseguem chegar onde você chegou. 
Poucos também fizeram o que você fez. 
E é por isso que eu agradeço todos os dias. Ainda bem que são poucos, porque aguentar mais doses de egocentrismo e juras de amor eterno, ah, meu amor, isso não é mais comigo não. Nunca mais! 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Sorrindo pra vida

Estranhamente, desde que me apaixonei por você perdi a vontade de escrever. Perdi porque sempre afirmei que só escrevo quando sofro. E amigo, no momento, a última possibilidade que tenho na vida é de sofrer por alguma coisa. 
Mas, pensando bem, desde que me apaixonei não. Desde que me descobri apaixonada. Porque, olhando pra trás agora, percebo que sempre estive na sua. Sempre quis ser sua. Tentava de todos os modos chamar sua atenção, mas você não tinha olhos pra mim. E aí, por uma sorte do destino, quando você resolveu olhar, eu ainda te queria. 
Mas de um modo diferente.
Antes era por capricho, agora é por necessidade. Te quero desesperadamente. 
Todos os meus amores mal resolvidos, os problemas mal solucionados... Todos os meus traumas e medos... Tudo sumiu e se perdeu pelo espaço. Estão tão perdidos e longe da minha realidade que hoje em dia nem lembro mais, por vezes até acho que foi um devaneio. A única coisa que permaneceu, ascendeu (e acendeu!) foi o meu sorriso. O sorriso de gente apaixonada, de gente feliz de verdade. Eu me sinto mais bonita, eu sinto as pessoas me olhando com admiração, porque pareço mesmo uma pessoa feliz. Eu me olho no espelho e enxergo amor saindo por todos os poros do meu corpo. 
E qualquer tolo também percebe. 
Na fila do restaurante, no meio do shopping... É sempre a mesma felicidade. Eu penso em você e sorrio. Eu vejo você em mim e sorrio. Eu penso em nós dois e sorrio. 
Eu sorrio no meio da rua, em um ônibus lotado, em uma balada ruim, no fim de um dia cansativo... Sorrio quando percebo que estou usando suas gírias, ou quando uso aquele trejeito tão tipicamente seu. Porque agora sorrir é bom! Porque meus sorrisos são direcionados, e não meros sorrisos jogados ao relento ou dados por educação em um "bom dia". Sorrir agora não dói! 
E parece que desde os meus cinco meses, quando descobri o que era sorrir, sorrir nunca foi tão bom. Nunca fez tanto sentido... Porque sei que, no fundo, você também sorri pra mim pelos mesmos motivos que sorrio pra você.
Antes eu sorria por sorrir. Agora ele tem um motivo pra existir. 
E eu tenho um motivo melhor ainda pra permitir que ele exista. 
Você.  

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Fã de carteirinha

Desde que nascemos somos induzidos a escolhermos uma profissão. Quando brincávamos de médico, de casinha e até mesmo de escolinha, tudo, futuramente, se torna reflexo do que o mundo realmente espera de nós.
A questão é que a todo o tempo tentamos encontrar algo que satisfaça o nosso desejo de construir uma vida profissional feliz e estável. Mas é necessário ter uma vocação para que isso aconteça. Uns dão sorte e nascem para exercer exatamente uma determinada profissão, enquanto outros podem passar a vida inteira procurando por ela. Talvez ainda não tenha encontrado a minha real vocação, mas me sinto satisfeita por ter descoberto a melhor coisa que sei fazer no mundo.
Ser fã. Com toda a propriedade da palavra.
E não digo somente em relação à pessoas que estão na mídia o tempo todo, mas sim qualquer coisa que me encante simplesmente por encantar. Podem ser idolatrias quase volúveis ou simplesmente parte de um sonho inocente. Uma pessoa, uma música, uma meta, um desejo de consumo... Qualquer coisa que faça nascer em mim amores e sonhos diferentes de todos os outros que já me permiti viver. Que seja o ídolo teen da moda ou algum familiar do qual me orgulho muito, mas que seja simplesmente a deliciosa tarefa de ser fã.
E agora vocês devem estar se perguntando o porquê dessa escolha. Pois bem, eu explico: para ser fã, eu não preciso de nada além da união de dois atos simples, mas muito significativos: amar e sonhar. E pra mim, essa relação de cumplicidade nunca vai morrer. Porque desde que nascemos idolatramos alguma coisa ou alguém. Que seja amar a Galinha Pintadinha, mas, para uma criança de dois anos, isso é ser fã. E quando a gente amadurece e se torna mais sensato, nossas escolhas mudam também. Talvez por afinidade, semelhança ou comportamento, mas é sempre uma escolha que acontece naturalmente. Aí viramos fã do próximo carro que queremos ter, ou daquela pessoa que nos passa exemplos de superação, segurança e amor infinito. E o nosso estereótipo de ser fã muda completamente. E sempre vai mudar. Porque ele é único e está presente em todas as etapas da vida.
E ainda tenho a vantagem de não precisar fazer essa escolha num momento exato, porque isso tudo nasce comigo. Posso ser fã a hora que eu quiser, em tempo integral ou não. Não há incerteza, não há insegurança. Não sou pressionada por ninguém além da minha própria vontade e não tenho pressa para fazer nada, pois posso começar e parar de idolatrar algo ou alguém na hora que eu quiser. E como recompensa ainda ganho infindáveis sorrisos, diversão, amizades, amores, e, claro, muitos sonhos.
Aí me perguntam qual graça vejo nisso tudo. Podem criticar, podem dizer que vivo rodeada de sonhos e ilusões. Mas essa é a minha maneira de procurar a felicidade. E eu amo ser fã. Amo ser fã da vida, da minha família, dos meus amigos, dos meus sonhos concretos e dos fúteis também. Amo ser fã de sorrisos, de modinhas passageiras e de músicas que quase me fazem pular pela janela em um momento de crise existencial. E vocês querem saber? Eu opto por ser fã eternamente. Porque isso me faz completa. Porque sempre vou buscar um ideal para minha vida, e sem essa idolatria toda tenho certeza que não chegaria a lugar nenhum. Afinal, sonhar é o primeiro passo para a realização, e ser fã é o primeiro passo para começar sonhar, certo?

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Freedom

"Vou te contar, foi difícil. Precisei revirar minha vida pra te transferir pro quartinho de empregada. Me mudei por completo, por fora, cabelo, unha, roupa. Por dentro, jeito, pensamentos, coração. Precisei de outros caras andando pela casa e me enjoando, até um dia, um deles me fazer rir. Como você nunca tinha feito. E depois outro e você foi deixando de fazer falta. Só não quero que você me culpe. Sou outra, porque você me transformou, porque foi preciso. A mesma ia continuar sendo sua, de corpo e alma presa num nada. Você nunca foi embora, mas também nunca ficou. Pensava em mim, mas nunca se importou de verdade, nunca se esforçou pra dar certo. Sua ausência já me feriu muito, me fez pensar que eu nunca ia conseguir de fato partir e aceitar uma ausência definitiva. Mas hoje já não me importa, porque tua presença não compensa os dias de espera. Porque seu telefonema não me dá frio na barriga e sua voz não me deixa mais sem chão. Eu fechei meus olhos pro mundo pra só enxergar você e fiquei cega por muito tempo. Mas depois de olhar o mundo de novo, você já não tem mais cor, não se destaca. E tudo isso foi culpa sua. Obrigada! Tantos conselhos de amiga que eu engoli pra continuar de olhos fechados, mas é assim, não é? Era você quem tinha que me fazer desistir, mais ninguém. E tá feito, tô feliz, sou outra e sou minha. Aprendi contigo mais do que havia aprendido toda a minha vida, voltei a ser minha com a mesma intensidade que fui sua um dia. Precisei de mil textos sobre você, distribuir essa loucura em linhas e hoje, vim te encerrar com as mesmas linhas que te deram início, continuidade e, agora, fim."

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Irrevogável amor


Não sei ao certo o que nos fez tão entregues e congruentes... Talvez tenha nascido da minha necessidade de acolher e da sua necessidade de ser acolhido. Ou talvez o destino quis nos presentear com esse sentimento tão simples e confuso que cada dia mais nasce entre nós. Partindo da premissa que tudo pode fazer parte do entrelace das nossas vidas, a incerteza da "metade", pra mim, nunca pode ser considerada um fator positivo. Eu não consigo ser pra você meio boa ou meio madura. E nem quero que você seja pra mim meio agradável ou meio fofo. Eu quero tudo por completo! Eu quero intensidade e reciprocidade. Eu quero me entregar sabendo que você vai me acolher. Eu quero confiar e me jogar nos seus braços com a certeza da segurança que vou encontrar neles. Eu quero sofrer de amor e chorar de saudade. Eu quero te sentir meu, e, mais do que nunca, quero que você me sinta sua... Porque é assim que sou agora: sua da cabeça aos pés, do primeiro ao último segundo do dia...

Sei que posso estar precipitando as coisas ou simplesmente jogando tudo pro alto por causa de uma nova paixão em potencial. Mas e daí?! Eu quero mais é viver esse clichê e sorrir pra vida só por ela ter me permitido existir nesse fato! Eu quero mais é sorrir pra você, sorrir por você, sorrir COM você... Eu quero mais é aproveitar esse presente tão lindo que entrou na minha vida vagarosamente e se apossou do meu coração contrariando todas as proporções e regras do início...

É mais complicado do que imagino tentar prever acontecimentos ou mensurar sentimentos diante da incerteza que o destino nos impõe, mas meu único propósito é te fazer cada vez mais presente na minha vida, independente de que circunstâncias isso ocorra. E ainda que o objetivo de agora não seja prever a complexidade de todos os problemas que nos rodeiam, atrevo-me a esquecer de tudo e fechar os olhos... E te convido a fazer o mesmo! Na nossa doce imaginação não há nada além de nós mesmos e o nosso irrevogável amor. Tá vendo como damos certo?! Mesmo o mundo ilusório e a realidade sendo tão divergentes em todos os aspectos e nos remetendo tantas dúvidas e incertezas, felizmente, eles convergem em apenas um: a minha necessidade de você. E por enquanto isso basta... Sempre e só.

domingo, 1 de maio de 2011

Eu tão simples como uma criança

Pensar. Escrever. Apagar tudo. Repeti essas três ações, no mínimo, cinco vezes em menos de quinze minutos. Seria mais fácil se eu culpasse minha criatividade, ou se simplesmente ordenasse meus pensamentos para que eles possam, por si só, tomarem um rumo e finalmente me fazerem livre. Fácil falar, mas o problema é exatamente esse: ordenar meus pensamentos. Para as pessoas, é natural dizer: "ouça a voz do seu coração e escreva o que você sente". Na teoria, é mesmo muito banal falar e dar um rumo a isso. E também pareceria-me muito simples, caso soubesse o que realmente se passa comigo.

Posso culpar a idade, a mentalidade, a faculdade... Mas a verdade é que nada disso me satisfaz. Parece que a desculpa não é completa, e, atrás dela, sempre vem uma voz sussurrando para que eu almeje mais, para que eu descubra mais, para que eu consiga entender, de uma vez por todas, o que se passa dentro de mim. 

Ao mesmo tempo em que é tão simples, é também tão complicado! Escrever sobre amor é clichê, escrever sobre a sociedade -desculpem-me o termo chulo, mas não consigo encontrar melhor adjetivo- filha da puta que vivemos então... Nem se fala! Agora o meu grande -e talvez eterno- problema sempre vai ser me entender. Talvez com um pouco de psicanálise, terapia ou psicologia eu consiga compreender parcialmente o que tanto me aflige e acabar de uma vez por todas com esses inúmeros “talvez”. Mas como disse: parcialmente. Sempre vai haver dentro de mim uma insatisfação perante o desconhecido, o confuso, o não solucionado... E pensar desse modo é angustiante! Se nem eu, que sou dona dos meus pensamentos, atos e ações consigo me entender, porque as outras pessoas que, diga-se de passagem, não têm a mínima noção do que acontece comigo, entenderiam? Porque elas me aceitariam assim? E é exatamente nesse ponto que aquela velha inimiga, que só aparece em um momento de escuridão, surge para mostrar o que melhor pode ocasionar: a insegurança. Esse maldito sentimento que me assombra e me põe em desespero, que me faz camuflar outros sentimentos tão bonitos e peculiarmente comum a todas as pessoas...
Talvez isso tudo seja porque eu tenha tanta coisa pra falar e tantos pensamentos confusos dentro da cabeça que não faço ideia do que escrever, pois acredito fielmente que isso seja apenas mais uma das minhas inúmeras crises existenciais, já que tenho revelado um lado bipolar que nem mesmo eu conhecia.

Mas hoje, vendo fotos antigas, feias, bonitas e engraçadas, percebi o quão egoísta o ser humano pode ser. Todas me remetiam bons momentos e boas recordações de um tempo em que eu era feliz -independente de qual fosse ele- e não sabia... De um tempo que talvez não tenha aproveitado tanto o quanto podia. Momentos esses que fecho os olhos e fico relembrando cada pedacinho, passando inúmeras vezes dentro da  cabeça só pra tentar me sentir uma pessoa melhor... Um alguém que não se arrepende de uma briga ou simplesmente de não ter aproveitado aquele momento como deveria. E exatamente nesse ponto o meu egoísmo fala mais alto. Se fui extremamente feliz mesmo quando estive triste em todos esses momentos, porque agora nada disso parece me satisfazer?!

Eu sei que minhas palavras agora não fazem sentido e nem têm uma ordem cronológica para serem entendidas. Mas minha alma se encontra assim: confusa e desordenada. Às vezes me acho meio revoltada com o mundo, podendo até ser considerado pretensão da minha parte, já que, aparentemente, minha vida é perfeitamente boa comparada a de outras pessoas. Mas eu sou um ser humano, e um ser humano nunca está satisfeito com o que tem, só passando a dar valor àquilo que julgava "normal" quando o perde. E aí se dá conta que aquele "normal" era tudo na vida... E eu acho que é exatamente isso que me corrói! Essa sensação de incapacidade, de nunca me conformar com essa maldita distância que há entre as pessoas... Essa sensação de arrependimento por ter sido estúpida, criança e até mesmo imatura em determinadas situações...

Sei que de tudo não fui uma má pessoa, até porque se tivesse sido, não teria mantido, preservado e construído o que tenho hoje. Ainda assim, há uma parte de mim que diz o contrário. Que faz questão de me martirizar por uma briga, pelo meu orgulho que é estupidamente repugnante e desnecessário ou por ser tão chata, insegura e repetitiva em relação a tudo como estou sendo agora. De qualquer modo, eu só queria voltar à minha sanidade e conseguir dormir tranquilamente mais uma vez. Libertar os sentimentos pessimistas e guardar dentro de mim só o que me faz bem. Talvez isso ainda demore um pouco para acontecer, ou talvez o meu coração -ou seja lá o que ainda tenho- consiga digerir isso em um questão de dias, e, finalmente, fazer de mim mais uma pessoa normal, tão simples como uma criança...

domingo, 24 de abril de 2011

C.L

“(...) Por isso, eu te peço: Me provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio. Vire meu mundo do avesso!” 

Clarice Lispector

segunda-feira, 18 de abril de 2011

"Só uma coisa fica proibida: 'amar' sem amor."

Tolice, desconexão. Sinto-me no céu, mas com a certeza que esse paraíso me remete a um pedacinho do inferno. Idiotice, ilusão. Sinto-me pressionada, e, contraditoriamente, feliz com isso. Carência, dedicação. Sinto-me confusa do primeiro ao último pensamento do dia. Alegria, coração em palpites. Sinto-me erradamente certa. Pressão, medo. Sinto-me flutuando no ar com a sua constante presença. Esperança, apreensão. Sinto-me viva como há anos não sentia. Sorriso, bom humor. Sinto-me inexplicavelmente bem e inevitavelmente entregue ao sentimento. Devoção, paixão. Sinto-me definida em apenas uma frase: "Você cada dia mais em mim". E sabe o que eu mais sinto?! A velha equação matemática "eu + você" apossando-se e tomando conta de todo o meu ser. Mas não reclamo! Seja bem vindo, amor. O coração é seu, a paixão é sua. Sinta-se em casa... e fique o quanto quiser.

domingo, 17 de abril de 2011

"Sou romantica e não contemplo mil amores"

amor (ô)
(latim amor, -oris)
s. m.
1. Sentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição ou atracção!atração; grande afeição ou afinidade forte por outra pessoa (ex.: amor filial, amor materno). = afecto!afetoódio, repulsa
2. Sentimento intenso de atracção!atração entre duas pessoas. = paixão
3. Ligação afectiva!afetiva com outrem, incluindo geralmente também uma ligação de cariz sexual (ex.: ela tem um novo amor; anda de amores com o colega). (Também usado no plural.) = caso, namoro, relacionamento, romance
4. Ser que é amado.
5. Disposição dos afectos!afetos para querer ou fazer o bem a algo ou alguém (ex.: amor à humanidade, amor aos animais).desprezo, indiferença
6. Entusiasmo ou grande interesse por algo (ex.: amor à natureza). = paixãoaversão, desinteresse, fobia, horror, ódio, repulsa
7. Coisa que é objecto!objeto desse entusiasmo ou interesse (ex.: os livros electrónicos!eletrónicos são o meu amor mais recente). = paixão
8. Qualidade do que é suave ou delicado (ex.: faz isso com mais amor). = brandura, delicadeza, suavidade
9. Pessoa considerada simpática, agradável ou a quem se quer agradar (ex.: ela é um amor; vem cá, amor). = querido
10. Coisa cuja aparência é considerada positiva ou agradável (ex.: o quarto dos miúdos está um amor).
11. Ligação intensa de carácter!caráter filosófico, religioso ou transcendente (ex.: amor de Deus).desrespeito
12. Grande dedicação ou cuidado (ex.: amor ao trabalho). = zelodescuido, negligência
amor cortêssentimento, frequente na literatura medieval, que se caracteriza por uma relação de vassalagem entre o cavaleiro e a sua amada.
amor livreligação afectiva!afetiva que recusa as convenções sociais e as instituições legais, nomeadamente o casamento.
fazer amorter relações sexuais.
morrer de amor(es)gostar muito.
não morrer de amor(es)não gostar.
por amor à artede forma desinteressada.
ter amor adar importância a (ex.: se tens amor ao dinheiro, pensa melhor no que vais fazer).

segunda-feira, 28 de março de 2011

Mundinho de cristal

Todas as vezes são sempre assim: um vazio infinito, uma dor infindável e um orgulho gigantesco. Posso estar errada, eu sei... Mas não sou a única da história. Sempre aprendi com você que egoísmo não leva a lugar nenhum. Pois bem, o SEU egoísmo me levou a um lugar: fundo do poço. Assumo que você sempre faz de tudo pra me ver bem, mas o seu egocentrismo dessa vez acabou com parte de todo o encanto que tenho por você. Você pede pra eu te entender, mas não me explica. Você pede pra eu aceitar, mas não dá razões pra que isso seja aceito. E sabe de uma coisa?! Eu cansei! Cansei dessa vida de aparência, de sempre querer alcançar aquilo que está muito mais alto do que eu posso tocar. Cansei dessa superproteção, que, ao contrário do que você pensa, só me deixa mais vulnerável pro mundo. Eu não vou ser sua pra sempre! Você tem que me deixar viver, sentir, SOFRER! Eu preciso disso, eu preciso desse tempo... Eu preciso sentir o que é dor, o que é angústia, o que é desespero... Eu preciso correr atrás dos meus sonhos e saber que posso cair e me machucar e que você não vai estar lá pra me salvar. Eu preciso respirar, eu preciso amadurecer... e sozinha. Irônico dizer, mas quanto mais o tempo passa, quanto maior a responsabilidade pelos meus atos aumentam, você me sufoca mais. Você me protege mais. Você me faz viver num mundinho de cristal, que quando uma vez já me fez bem, hoje só me faz mal. Cada ano que passa eu me sinto mais angustiada, mais presa e dependente de você do que qualquer outra coisa... E, sinceramente, eu odeio viver desse modo. Será que é muito difícil entender?! Eu quero correr riscos, eu quero me machucar e aprender com essa dor. E eu quero que você esteja comigo, mas não pra não me deixar sofrer, e sim para me consolar, pra me mostrar que o mundo é muito mais complexo do que aquele que você me apresentou e resolveu me criar.... Que a vida real vai muito além daquela que você inventou só pra me proteger, que me fez ver e sentir somente o que eu queria, na hora em que eu queria...

Hoje, cada palavra sua é como uma facada que atinge meu peito. Assim como também sei que o meu silêncio te mata por dentro. Sei que tudo o que você faz por mim é fruto de um amor incondicional, e eu te agradeço por isso, mas preciso desse tempo pra mim.  Eu queria que você pudesse entender tudo o que se passa na minha cabeça e no meu coração, mas parece que você faz questão de ignorar...

Eu não te peço muita coisa além de liberdade e tempo. Você me apresentou ao mundo todos esses anos, e, sinceramente, sou muito grata por isso. Mas não acha que está na hora de me virar nele sozinha?!